A insuficiência hepática aguda, também conhecida como hepatite fulminante ou falência hepática aguda, é uma condição grave que se instala em menos de 26 semanas, podendo evoluir em poucas horas ou dias. Trata-se de um quadro com prognóstico reservado, que exige atenção médica imediata e acompanhamento por equipe especializada em transplante de fígado.
Neste artigo, o Dr. Marcelo Souto, especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo, explica em detalhes o que é a insuficiência hepática aguda, suas causas, sintomas e o papel do transplante hepático nos casos mais graves.
Tempo de leitura: 6 minutos
Índice de tópicos
- O que é insuficiência hepática aguda?
- Quais são as principais causas?
- Sintomas e sinais clínicos
- Tratamento e opções terapêuticas
- Quando indicar transplante de fígado
- Conclusão e orientação especializada
“A insuficiência hepática aguda pode progredir rapidamente para edema cerebral e óbito. A perda do momento oportuno pode significar a diferença entre a vida e a morte.”
— Dr. Marcelo Souto
1. O que é insuficiência hepática aguda?
A insuficiência hepática aguda é uma condição de rápida deterioração da função do fígado, ocorrendo em um intervalo inferior a 26 semanas — e, em alguns casos, em questão de horas ou dias.
O fígado é um órgão vital, responsável por funções como a metabolização de toxinas, a produção de proteínas de coagulação, o armazenamento de energia e a regulação do sistema imune. Quando ele deixa de funcionar de forma abrupta, diversos sistemas do corpo são afetados simultaneamente.
A característica central da insuficiência hepática aguda é a encefalopatia hepática, alteração do estado mental causada pelo acúmulo de substâncias tóxicas no sangue, como a amônia, e pelo edema cerebral. Outro marcador importante é a alteração do tempo de protrombina, que reflete a capacidade reduzida do fígado de produzir os fatores de coagulação.
Sem tratamento rápido e adequado, o risco de morte é elevado.
2. Quais são as principais causas?
Diversas condições podem desencadear insuficiência hepática aguda. Algumas delas são mais comuns em determinadas faixas etárias ou populações, mas todas compartilham o risco de rápida evolução e gravidade.
Entre as principais causas, estão:
- Hepatite viral aguda: principalmente pelos vírus da hepatite A, B e E.
- Hepatite autoimune: reação do sistema imunológico contra as células do fígado.
- Medicamentos hepatotóxicos, como o paracetamol (acetaminofeno) em doses elevadas.
- Doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (anteriormente conhecida como doença hepática gordurosa não alcoólica).
- Doença de Wilson: distúrbio genético do metabolismo do cobre.
- Uso de narcóticos e substâncias tóxicas.
Em alguns casos, a causa exata não é identificada, e a insuficiência hepática é classificada como de origem indeterminada.
3. Sintomas e sinais clínicos
Os sinais e sintomas da insuficiência hepática aguda podem surgir de forma súbita e se agravar rapidamente. Os mais comuns incluem:
- Confusão mental, sonolência ou coma (encefalopatia hepática)
- Náuseas e vômitos persistentes
- Icterícia (coloração amarelada da pele e olhos)
- Tendência a sangramentos (devido à alteração da coagulação)
- Fadiga intensa e fraqueza
- Edema cerebral (em estágios avançados)
A progressão dos sintomas pode ser imprevisível. Alguns pacientes apresentam rápida deterioração em menos de 24 horas.
4. Tratamento e opções terapêuticas
O manejo da insuficiência hepática aguda deve ser realizado preferencialmente em ambiente hospitalar, com suporte de terapia intensiva. O tratamento inclui:
- Estabilização hemodinâmica e suporte ventilatório, se necessário
- Correção de distúrbios metabólicos e eletrolíticos
- Controle da pressão intracraniana e prevenção do edema cerebral
Além disso, algumas medidas específicas são adotadas conforme a causa:
- Imunossupressão para hepatite autoimune
- Antivirais em casos de hepatite viral ativa
- Administração de N-acetilcisteína em intoxicações por paracetamol
O acompanhamento neurológico, metabólico e hemodinâmico deve ser contínuo, com vigilância estreita dos sinais de agravamento.
5. Quando indicar transplante de fígado
Apesar dos esforços clínicos, nem todos os casos de insuficiência hepática aguda evoluem com reversão. Quando há piora progressiva, sinais de encefalopatia avançada e falência de múltiplos órgãos, o transplante de fígado torna-se a única alternativa terapêutica.
Um dos principais desafios é identificar o momento ideal para encaminhar o paciente para avaliação de transplante. A perda dessa janela pode significar a diferença entre a vida e a morte, conforme destaca o Dr. Marcelo Souto.
Quando um paciente é incluído na lista para transplante devido à insuficiência hepática aguda, ele recebe prioridade na fila, dada a gravidade e a urgência da condição.
Vale ressaltar que muitos pacientes se recuperam totalmente, sem necessidade de transplante. Ainda assim, o acompanhamento por uma equipe especializada é imprescindível desde os primeiros sinais de agravamento.
6. Conclusão e orientação especializada
A insuficiência hepática aguda é uma emergência médica que requer diagnóstico rápido, monitoramento intensivo e avaliação contínua por equipe de transplante. Seu curso pode ser imprevisível, e o tempo é um fator crítico para o sucesso do tratamento.
O Dr. Marcelo Souto atua na linha de frente no manejo de doenças hepáticas graves, com experiência em transplante e suporte especializado. Se você ou um familiar recebeu esse diagnóstico, não hesite em buscar orientação com um profissional capacitado.
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