O transplante de fígado é um procedimento altamente especializado, que exige precisão cirúrgica e cuidado extremo com o receptor. O sucesso da cirurgia depende de fatores anatômicos, hemodinâmicos e técnicos, além da expertise da equipe médica.
Neste artigo, o Dr. Marcelo Souto, especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo, explica como é feita a cirurgia de transplante de fígado e o que acontece durante o procedimento.
Tempo de leitura: 4 minutos
Índice de tópicos
- Entendendo a anatomia hepática
- Etapas da retirada do fígado doente
- Implante do novo fígado: anastomoses vasculares e biliares
- Transfusões e manejo hemodinâmico
- Recuperação pós-operatória imediata
1. Entendendo a anatomia hepática
O fígado recebe sangue por dois caminhos: da artéria hepática (ramo da aorta) e da veia porta, que traz sangue venoso do intestino e do baço. O sangue deixa o fígado por três grandes veias hepáticas que se conectam à veia cava inferior, retornando ao coração para ser oxigenado nos pulmões e redistribuído ao corpo.
2. Etapas da retirada do fígado doente
Durante o transplante, o fígado doente é cuidadosamente removido. Isso inclui:
- Seccionamento das artérias e veias hepáticas
- Ligadura da via biliar
- Corte dos ligamentos que mantêm o fígado fixo no abdome
O procedimento é feito com delicadeza para evitar sangramentos, especialmente em pacientes com veias varicosas ao redor do fígado, comuns na cirrose.
3. Implante do novo fígado: anastomoses vasculares e biliares
O novo fígado é implantado através de anastomoses, ou seja, suturas que reconectam as estruturas cortadas. As principais são:
- Anastomose da artéria hepática
- Anastomose da veia porta
- Reconstrução das veias hepáticas (unidas em uma boca única)
- Conexão da via biliar
Algumas dessas suturas são realizadas com fios extremamente finos e o auxílio de lupas cirúrgicas, dada a complexidade e delicadeza dos vasos.
4. Transfusões e manejo hemodinâmico
Devido à disfunção hepática pré-existente, muitos receptores apresentam distúrbios de coagulação. Por isso, é comum — embora não obrigatória — a necessidade de transfusão de hemoderivados durante a cirurgia.
5. Recuperação pós-operatória imediata
Após o transplante, o paciente é encaminhado à unidade de terapia intensiva (UTI), onde permanece em observação por alguns dias. O objetivo é monitorar as funções hepática, renal, respiratória e os sinais de rejeição. Com a evolução favorável, o paciente pode ser transferido para um leito de enfermaria e iniciar a recuperação hospitalar.
Com ampla experiência em transplantes hepáticos, o Dr. Marcelo Souto atua com foco na segurança do procedimento e no cuidado integral ao paciente. Cada detalhe da cirurgia é planejado para oferecer o melhor desfecho possível.
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