O transplante de fígado é uma cirurgia complexa que depende de fatores clínicos, logísticos e temporais. Quando um órgão compatível é disponibilizado, inicia-se um processo criterioso que envolve avaliação de candidatos, exames complementares e decisões em tempo real para garantir o sucesso da cirurgia.
Neste artigo, o Dr. Marcelo Souto, especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo, explica como funciona a convocação para o transplante de fígado e quais são os critérios analisados nesse momento decisivo.
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Índice de tópicos
- Como ocorre a convocação para o transplante de fígado
- Critérios de compatibilidade e prioridade
- Avaliação do paciente antes da cirurgia
- Logística entre o hospital do doador e o do receptor
- Avaliação final do órgão e preparo para o implante
- Conclusão: agilidade e precisão para salvar vidas
1. Como ocorre a convocação para o transplante de fígado
Quando existe um doador em potencial, a equipe médica recebe uma notificação da Central Estadual de Transplantes. Essa notificação leva em consideração critérios como:
- Grupo sanguíneo
- Escore MELD (Model for End-Stage Liver Disease)
- Sorologias (como hepatites, HIV e CMV)
- Tamanho do órgão em relação ao receptor
O potencial receptor é contatado imediatamente para verificar se está em condições clínicas favoráveis para o procedimento. É comum que os pacientes mais graves, mesmo estando entre os primeiros da lista, estejam sujeitos a intercorrências temporárias, como:
- Pneumonia
- Peritonite bacteriana espontânea (infecção da ascite)
Essas condições podem contraindicar o transplante naquele momento específico.
2. Avaliação pré-transplante e logística cirúrgica
Caso o paciente esteja apto, organiza-se toda a logística entre os dois hospitais envolvidos:
- Hospital do doador: onde será realizada a cirurgia de retirada do fígado
- Hospital do receptor: onde o paciente realizará novos exames de sangue e aguardará o implante
Esses exames atualizam o panorama clínico do receptor, permitindo:
- Planejamento final da cirurgia
- Separação de hemoderivados para possível transfusão
- Ajustes pré-operatórios
Quando o doador apresenta estabilidade clínica (mesmo em morte encefálica), esse processo pode ocorrer com mais calma. Porém, em muitos casos, a urgência é grande e a logística precisa ser altamente eficiente.
3. Avaliação final do órgão
Durante a cirurgia de retirada, o fígado do doador é avaliado quanto às suas características morfológicas e funcionais. Um dos principais impedimentos ao uso do órgão é a esteatose hepática significativa (>30%), que pode comprometer seriamente o sucesso do transplante.
Se o órgão for considerado viável:
- Ele é resfriado em solução fisiológica a 4°C
- Transportado imediatamente para o hospital do receptor
4. Preparo do órgão e do receptor para o implante
No hospital do transplante, o fígado é preparado cuidadosamente em uma mesa cirúrgica específica, sob condições estéreis e resfriadas. O receptor já está sob anestesia geral e com a equipe cirúrgica pronta para iniciar o implante.
Esse momento é resultado de uma complexa coordenação entre equipes médicas, logísticas e laboratoriais, que precisam atuar com precisão e agilidade.
5. Conclusão: agilidade e precisão para salvar vidas
A convocação para transplante de fígado é um processo que envolve uma série de decisões clínicas e logísticas fundamentais para o sucesso da cirurgia. Cada etapa — desde a identificação do doador até o preparo do órgão e do paciente — exige sincronia, experiência médica e agilidade.
O Dr. Marcelo Souto atua com excelência em Cirurgia do Aparelho Digestivo e participa ativamente de equipes especializadas em transplante hepático, oferecendo um acompanhamento criterioso, humano e de alta performance técnica.
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